Longe da linguagem tatibitate dos programas sobre hábitos saudáveis ou da espetacularização dos reality shows de perda de peso, a HBO estreou nesta terça-feira, 05, às 22 horas, uma nova série sobre obesidade. Intitulada The Weight of the Nation (O Peso da Nação), o documentário em quatro partes - no ar toda terça-feira - analisa a epidemia de obesidade nos Estados Unidos, onde nada menos que 2/3 da população acima dos 20 anos é obesa ou tem sobrepeso, assim como 1/3 das crianças. Apesar de mostrar a perspectiva americana, cada frase parece caber na rotina das grandes cidades do mundo.
Sóbria e alarmante, a série ataca a indústria de alimentos e a publicidade de comidas e bebidas nada saudáveis, principalmente o marketing voltado às crianças - algo raro na TV, que depende dos anunciantes. Por isso, o projeto só saiu do papel porque foi bancado pela HBO - que, nos EUA, não exibe comerciais -, em parceria com a organização de saúde Kaiser Permanente e a fundação de saúde e educação Michael & Susan Dell.
Ao todo, foram três anos de trabalho, que resultou na colaboração inédita entre a HBO, o Instituto de Medicina americano (IOM), o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) e o Instituto Nacional de Saúde americano (NIH). E, por se tratar de uma ação de saúde pública, logo após a exibição na TV, o canal garantiu disponibilizar os vídeos em seu site, o www.hbomax.TV .
Geração Big Mac. Se, na semana passada, a medida do prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, de proibir a venda de bebidas com açúcar em tamanho família (com mais de 480 ml), dividiu opiniões, na série muito se fala em ações urgentes, com intervenção do Estado para frear a epidemia que impacta todo sistema de saúde do país.
Com pesquisas, especialistas e muitos personagens contando a luta contra uma doença não só física, mas psicológica, a série mostra, já no primeiro episódio, Consequências, que a obesidade está ligada a cinco das dez principais causas de morte nos EUA: doenças cardíacas, diabetes tipo 2, câncer, acidente vascular cerebral e doenças renais. Há ainda pesquisa inédita que relaciona obesidade na infância com problemas cardíacos na fase adulta.
Entre histórias de gente que sempre brigou com a balança e de pessoas que ganharam peso de repente, o segundo episódio, Escolhas, apresenta ações práticas para reverter o problema. No terceiro capítulo, Crianças em Crise, abre-se o debate sobre o que leva as crianças a consumir tantas calorias e, no quarto e último episódio, Desafios, estão em pauta os motivos que levaram a população americana a engordar tanto nos últimos 20 anos.
“Não queremos brócolis. Nossa geração cresceu comendo Big Mac”, diz uma das personagens, numa sentença comum a quem já passou pelo “dilema” do que escolher para o almoço. Porém, o que a série afirma - em tom alarmista, claro - é que, por causa da obesidade, essa pode ser não só a “geração Big Mac”, mas a primeira geração que viverá menos que os pais.
Alerta:
77% das crianças obesas ou com sobrepeso tornam-se adultos obesos, segundo dados da série.
Fonte: Estadão
sábado, 7 de julho de 2012
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Hino dos Gastroplastizados
Um pouco de humor também faz bem!
Ouviram o balançar das peles flácidas
De um povo magro e agora militante,
E o sol da Liberdade, em praias públicas,
Brilhou na minha cicatriz gigante
Se o Senhor tiver piedade
Conseguimos operar com mente forte
E o Seio, que humildade
Desafia agora a lei da gravidade
Ó cama amada
reforçada
Salve! Salve!
Gastroplastia, sonho tenso já vivido
Sem fé e esperança não emagrece
Se agora és risonho e nada tímido,
A imagem de uma bola já esquece
Gigante pela própria natureza
És belo e nunca mais será guloso.
E o teu futuro espelha essa certeza.
Dieta Amada,
Entre outras mil,
És tu Proteína Isolada!
Dos filhos deste solo
És mãe gentil
Parabéns ex-barril!
Ouviram o balançar das peles flácidas
De um povo magro e agora militante,
E o sol da Liberdade, em praias públicas,
Brilhou na minha cicatriz gigante
Se o Senhor tiver piedade
Conseguimos operar com mente forte
E o Seio, que humildade
Desafia agora a lei da gravidade
Ó cama amada
reforçada
Salve! Salve!
Gastroplastia, sonho tenso já vivido
Sem fé e esperança não emagrece
Se agora és risonho e nada tímido,
A imagem de uma bola já esquece
Gigante pela própria natureza
És belo e nunca mais será guloso.
E o teu futuro espelha essa certeza.
Dieta Amada,
Entre outras mil,
És tu Proteína Isolada!
Dos filhos deste solo
És mãe gentil
Parabéns ex-barril!
domingo, 1 de julho de 2012
Os Primeiros Passos
Não há nada melhor que o nosso lar, não é verdade? Tem a nossa cama, o travesseiro com o nosso cheirinho, lembranças e tudo que pertence ao nosso mundo. Pois é, isso pode acabar por se tornar um problema... calma, eu vou explicar porque.
O ideal é que antes de partir para o hospital, você esvazie a sua dispensa e desapareça com todas aquelas guloseimas que fizeram parte do nosso passado e que certamente irão tirar você do foco da adaptação. Suma com tudo, inclusive as delícias que estavam em seus esconderijos secretos do tipo caixa de bis em lata de mantimentos e etc... Muito cuidado com a geladeira, ela só deve ter alimentos aos quais possamos ter acesso! Não se teste nesse momento porque você é um ex-gordo à apenas 72h e não pode fraquejar.
Feito esse lembrete, vamos de fato aos primeiros passos... No meu caso a primeira semana de pós-operatório foi dolorida e a minha dependência para pegar as coisas e fazer tarefas simples como tomar banho me incomodavam um pouco. Para os mais dengosos isso será bom, mas os independentes devem dosar seus passos e exercitar a paciência. Nesse momento seria bom ter um acesso wi-fi pela casa e um belo upgrade no pacote de TV por Assinatura para ajudar a ocupar o tempo. Sugiro também que você treine dormir com a barriga para cima, pois deitar de lado nesta primeira semana é impossível. Como a maioria dos obesos dorme de lado, é fundamental que você venha se adaptando antes colocando travesseiros ao seu lado para evitar que se vire durante a noite. Vai ser muito desagradável no começo, mas tenha certeza que você vai me agradecer muito por essa dica!
A adaptação à dieta líquida é relativamente fácil, no meu caso não tive problemas com gases ou refluxo e você simplesmente não sente fome. Siga como o faria um Monge Beneditino, todos os horários de alimentação e as questões que envolvem o preparo dos alimentos e sua higiene. Afinal ninguém quer dar sorte ao azar ingerindo uma bactéria que pode causar estragos consideráveis. Tudo correndo bem nessa primeira semana, na segunda já entram o leite desnatado, a gelatina e todas as quantidades dobram, fazendo você se sentir mais forte e saciado psicologicamente. Procure tomar seus caldos de colher e saborear lentamente as suas (mesmo que pequenas) refeições.
Dores do lado esquerdo da barriga, incômodo para dormir e uma certa irritabilidade vão te acompanhar nestes primeiros dias, então avise aos amigos que as visitas serão muito bem vindas, mas em algumas semanas. Não se assuste com a nova condição intestinal, você provavelmente irá poucas vezes ao banheiro por ainda não haver formação suficiente para eliminação. Cada um tem seu trânsito intestinal, mas logo logo ele irá se regularizar.
Agora é começar a curtir os cerca de 1kg/dia que você vai perdendo, fazendo com que as suas roupas fiquem mais largas e essa sensação é muito boa né... fala sério. Mas não fique escravo da balança, aliás aconselho a não se pesar com regularidade nesse começo, faça isso durante as consultas mensais e vamos deixar as paranoias mais pra frente...
Acho que para um marinheiro de primeira viagem estou me saindo bem, hoje já me encontro no 17º dia de operado, adaptado a dieta líquida e já colhendo resultados como 3 furos a menos no meu cinto... uhulll tive que comemorar essa... rsrsrs! No próximo post, vou falar sobre as adaptações que fiz na minha dieta e que deram muito certo... até breve!
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